Reabertura das escolas pós-pandemia – Como planejar?

O enfrentamento à pandemia do novo Coronavírus continua, mas, para que as aulas sejam retomadas de maneira organizada, segura e eficiente, é fundamental que planejemos antecipadamente a reabertura das escolas para quando esse cenário conturbado acabar.

Inclusive, alguns municípios e estados brasileiros já estão iniciando análises e programando cronogramas para a reabertura das escolas, o que tem exigido a construção de planos com medidas sanitárias e de distanciamento social com a finalidade de evitar a propagação e o contágio do COVID-19 no ambiente escolar.

Enquanto vivenciamos o período de quarentena e mudança forçada para o ensino a distância (EaD), a comunidade escolar de maneira geral tem enfrentado e superado desafios, como providenciar acesso dos conteúdos aos alunos, adaptação dos professores a novas ferramentas de trabalho e manter crianças e familiares engajados com os estudos em casa.

Essas dificuldades são naturais, pois escolas, educadores e alunos não tiveram tempo para se adaptar a essa situação. Mas com as devidas orientações e apoio, como as diretrizes para escolas durante a pandemia que publicamos aqui no blog, o aprendizado tem sido mantido e aperfeiçoado para diferentes situações enfrentadas por cada instituição de ensino.

Com o fim da quarentena, teremos novos desafios pela frente, incluindo cuidados para reabertura das escolas, tratar desigualdades no aprendizado dos alunos, acompanhar a saúde mental de professores e alunos, entre outros. Por isso, estruturamos esta matéria com orientações para gestores e educadores começarem a planejar o retorno das atividades em suas escolas.

Como o SAE Digital pode ajudar a sua escola?

Dicas de ações para repensar o planejamento pedagógico para a reabertura das escolas

O primeiro aspecto a ser observado e trabalhado é, sem dúvida, o acadêmico. Ou seja, devemos nos atentar a replanejar todo o calendário escolar, repensar as avaliações escolares e criar maneiras de dar continuidade à transição e manutenção em paralelo entre o ensino remoto e o ensino presencial. Todos esses planos devem ser traçados a médio e longo prazos, pois o futuro da reabertura das escolas, infelizmente, ainda é incerto.

Tendo isso em vista, é fundamental pensar em diferentes maneiras de utilizar a estrutura da escola, combinando tecnologias e seleção de conteúdos já existentes (incluindo aqueles trabalhado remotamente durante a pandemia), para que o processo de aprendizagem seja o melhor possível, isso sem se esquecer de manter a família engajada nesse novo cenário que também terá suas “novidades”.

Por exemplo, algumas regiões do país, como o estado de São Paulo, pretendem que as aulas sejam retomadas no formato de rodízio, para assegurar o distanciamento social preconizado pelas autoridades e pelos órgãos de saúde. Assim, em determinados dias da semana uma parcela da turma iria para a escola, e nos dias restantes, a outra metade da sala.

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Pensando nesses diversos cenários possíveis, recentemente conversamos com Renato Casagrande, especialista em liderança educacional, pesquisador e consultor em Educação e Gestão, que nos trouxe 10 sugestões de ações para organizar a escola no retorno das aulas pós-pandemia.

  1. Elaborar cronograma de reposição: defina pelo menos uma data estimada de retorno das aulas e, a partir dela, direcione as ações necessárias para a retomada das atividades na escola.
  2. Implementar gestão do ensino remoto: as aulas remotas estão acontecendo e demandam a gestão sobre elas. Elabore planilhas para manter planejamento, organização, direção e, principalmente, controle sobre a carga horária do que está sendo trabalhado, e o mapeamento geral e comparativo de conteúdo do que foi planejado, do que foi trabalhado e do que está ficando pendente.
  3. Organizar a avaliação diagnóstica: a ideia com isso é avaliar a efetividade do ensino remoto individualmente e identificar a defasagem de cada estudante durante o afastamento das salas de aula.
  4. Elaborar plano de recuperação: traçar ações para restabelecer novamente uma equiparação da turma. Uma dica aqui é aproveitar o material das aulas gravadas para recuperar essa defasagem.
  5. Rever o planejamento anual para o retorno das aulas: repensar as atividades previstas para o restante de 2020, principalmente as demandas extraclasse que seriam realizadas visando estabelecer quais delas poderão ser canceladas, quais serão modificadas e quais serão mantidas.
  6. Estruturar o plano de reposição: explicitando o que, como e quando as reposições de aulas acontecerão, podendo dividir conteúdos e até mesmo algumas disciplinas em essenciais (pré-requisitos para o próximo ano) e secundários.
  7. Organizar atividades complementares: programar atividades extras para trabalhar os conteúdos considerados secundários, aqueles não essenciais neste momento e que podem ser trabalhados de forma diferenciada por meio de projetos, atividades remotas, pesquisas diversas, entre outros.
  8. Definir estratégias de reposição: pensar e definir como as reposições serão feitas em relação a tempo (carga horária e dia letivo), espaço físico e alocação de recursos.
  9. Preparar medidas de saneamento: preparar o ambiente escolar, seguindo todas as medidas de saneamento recomendadas pelos órgãos oficiais da saúde, especialmente com a disponibilização dos materiais recomendados, como álcool em gel e máscaras
  10. Montar o plano de comunicação: comunicar as ações e programações, de maneira objetiva, clara e transparente para toda a comunidade escolar, sempre utilizando uma linguagem e conteúdo motivadores, estimulantes e que passem confiança, ajudando a conscientização e motivação de todos para o enfrentamento da crise.

Você pode conferir essas orientações em detalhes clicando aqui ou assistindo ao Webinário na íntegra logo abaixo!

Medidas sanitárias necessárias para a reabertura das escolas pós-pandemia

Outro ponto extremamente importante para a reabertura das escolas pós-pandemia é o de sanitização. Para barrar a proliferação desse agente patológico na escola, o ambiente precisa ter seus espaços reorganizados e os intervalos precisam passar por adaptações para que sejam evitadas aglomerações, além de haver restrição de visitas e estabelecimento de diretrizes de limpeza e higiene muito rígidas e claras.

Nesse sentido, a Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep) publicou um plano, que ainda será apresentado às secretarias de educação municipais, estaduais e ao Ministério da Educação (MEC), com 17 medidas sanitárias a serem seguidas pelas instituições de ensino da rede particular, mas que podem ser seguidas por qualquer escola e inclusive ser adaptadas para uso em organizações de outros segmentos.

Os destaques desse plano ficam por conta de organizar todos os espaços para que os estudantes mantenham uma distância mínima de 1 metro de qualquer pessoa, frascos de álcool em gel sejam disponibilizados em todos os locais, uso seja obrigatório de máscaras e de troca a cada 3 horas para professores e alunos, e uso de calçados extras em sala de aula. Confira a seguir todas as ações sugeridas pela Fenep.

  1. Organizar sua estrutura operacional: os alunos devem manter uma distância de, pelo menos, 1 metro quadrado das demais pessoas, sejam alunos, professores ou funcionários, em todas as atividades presenciais.
  2. Higienizar suas dependências: diariamente deve ser usada água sanitária diluída (proporção de 1 colher de sopa por litro de água) para pulverizar todos os ambientes antes da chegada de alunos e professores.
  3. Disponibilizar álcool em gel 70%: oferecer fácil acesso de álcool em gel a todos em todos os espaços físicos do estabelecimento educacional, especialmente nas salas de aula.
  4. Promover a higienização das mãos: orientar todos aqueles que compareçam às atividades educacionais presenciais, no momento do ingresso às dependências da unidade educacional, sobre as devidas práticas de higienização das mãos.
  5. Promover o uso obrigatório de máscara: orientar e fiscalizar que todas as pessoas que compareçam ao estabelecimento educacional, especialmente alunos, professores e demais colaboradores, utilizem máscaras de pano e sigam as especificações dos órgãos de saúde.
  6. Medir a temperatura: todas as pessoas que compareçam ao estabelecimento educacional, no momento do ingresso às dependências da unidade educacional, devem ter sua temperatura corporal medida.
  7. Isolamento imediato para pessoas sintomáticas: promover o isolamento imediato de qualquer pessoa que apresente os sintomas característicos do COVID-19, orientando-a e a seus familiares a realizarem imediatamente o procedimento de quarentena de 14 dias em sua residência.
  8. Notificar a existência de casos de COVID-19: alertar as autoridades de saúde do município quando identificados casos positivos da doença em alunos, professores e demais colaboradores, imediatamente à tomada de conhecimento.
  9. Demarcar as dependências da escola: promover a demarcação dos espaços físicos da unidade escolar, de forma a aprimorar as medidas de distanciamento social.
  10. Afastamento de pessoas do grupo de risco: promover o afastamento de atividades presenciais, reorganizando-as em alguma das modalidades remotas possíveis de alunos e trabalhadores que se enquadrem nos grupos de risco ao novo Coronavírus, dentre eles:
    1. maiores de 60 anos;
    2. gestantes;
    3. pessoas que apresentem sintomas relacionados ao COVID-19, quais sejam: febre e tosse (seca ou secretiva) persistentes, coriza e falta de ar;
    4. portadores de imunodeficiência de qualquer espécie;
    5. transplantados e cardiopatas;
    6. portadores de demais comorbidades associadas ao COVID-19.
  11. Criar rotina de treinamentos: desenvolver capacitação intensa e contínua para alunos e trabalhadores sobre protocolos de saúde, com especial ênfase na correta utilização de máscaras, higienização de mãos e objetos, e respeito ao distanciamento social seguro no ambiente escolar.
  12. Orientar as famílias: desenvolver treinamentos às famílias sobre os protocolos de saúde, com ênfase no engajamento e na corresponsabilidade no sucesso das medidas preventivas, inclusive com a rápida e fidedigna comunicação à instituição de ensino e às autoridades de saúde no caso de constatação de algum dos sintomas do COVID-19.
  13. Uso de calçado extra: recomendar a alunos e trabalhadores para que, na medida do possível, tragam calçado adicional limpo para utilização nas dependências da escola, especialmente dentro de sala de aula.
  14. Utilização e troca de máscaras: recomendar a alunos e trabalhadores para que, na medida do possível, tragam máscaras de pano adicionais para troca a cada 3 horas de permanência em ambiente educacional presencial.
  15. Adoção de materiais individuais: recomendar a alunos e trabalhadores para que, na medida do possível, tragam sua própria toalha de mão, de pano, para utilização no ambiente educacional.
  16. Sanitização de calçados: disponibilizar em todas as vias de ingresso ao ambiente educacional tapetes úmidos com água sanitária ou equivalente.
  17. Manter ambientes arejados: garantir que os ambientes dentro do estabelecimento de ensino estejam o mais arejados possível, especialmente as salas de aula, realizando a atividade educacional, sempre que seja viável, em áreas abertas.

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Estimule o diálogo e a troca de experiências entre os educadores

O fato é que não superamos desafios complicados, ainda vivenciamos tempos difíceis e novos obstáculos ainda surgirão até que tudo se normalize, ou uma nova realidade para a Educação seja devidamente estruturada. Em meio a todo esse processo, uma coisa é certa: todos temos conquistado experiências. E esses conhecimentos precisam ser compartilhados para que esse período conturbado seja encarado com o menor desgaste possível.

Assim, procure maneiras de extrair o máximo potencial da sua equipe e dos colegas de trabalho, criando meios pelos quais eles possam trocar as boas práticas aprendidas e dialoguem. Isso sempre foi importante para as instituições de ensino, e em tempos de distanciamento social não deixou de ser e será ainda mais relevante para a reabertura das escolas.

Parte desse suporte passa pelos sistemas de ensino, como é o caso do SAE Digital, que tem buscado oferecer apoio a todas as escolas e aos estudantes do país. Por exemplo, disponibilizamos diversos recursos didáticos para a Educação Básica usufruir no ensino a distância, veiculamos orientações primordiais para professores de Educação Infantil no período da quarentena, listamos dicas essenciais para a correta avaliação no EaD e muito mais.

Quer saber como o SAE Digital pode ajudar sua escola? Clique aqui

Além disso, temos realizado diversos webinários com profissionais experientes e gabaritados da área da Educação para debater assuntos pertinentes a gestores, professores e familiares durante a pandemia do novo Coronavírus. Toda essa programação especial de conteúdos você pode conferir clicando na imagem abaixo!

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Imagem: Freepik

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