Formação de leitores: o papel da escola e da família


A prática da leitura é construída com a união entre a família e a escola. Essa sinergia é fundamental para criar esse hábito e permitir a formação de leitores. Entretanto, para que essa parceria seja de sucesso, é essencial que o processo seja estimulado de forma prazerosa.

Sem dúvida alguma, o ponto de partida para fazer da leitura um hábito diário começa dentro de casa. Afinal, por meio dos laços afetivos, é muito mais fácil inserir essa atividade nas rotinas familiares como uma brincadeira bastante divertida e rica em possibilidades. Essa vivência é essencial para potencializar o surgimento de novos leitores e garantir um crescimento incrível para as crianças.

Desde pequenas, as crianças gostam de ouvir histórias. Por isso, tanto em casa quanto na escola, é primordial dar espaço ao despertar do interesse, que favorece o desenvolvimento da imaginação e da criatividade.

Por isso, ao longo da jornada de formação de leitores, é importante respeitar a autonomia e as preferências da criança em relação aos gêneros e aos formatos das histórias. Contudo, para que esse amadurecimento aconteça, meninas e meninos precisam de referências.

Cabe aos responsáveis e demais familiares estimularem a prática da leitura. As crianças, naturalmente, buscam ações e atitudes dos adultos para a construção de repertórios próprios. Dessa forma, trazer a convivência com os livros e gibis para o dia a dia delas é bastante saudável e necessário para garantir o pleno desenvolvimento como leitores e cidadãos.

E qual é o papel da escola e da família na formação de leitores? Confira nesse texto!

 Caminhos para a formação de leitores ainda em casa

  • Não se esqueça: a leitura é um laço de afeto. Ainda na gestação, sobretudo a partir da 20ª semana, o bebê já identifica a voz dos pais. Por isso, também nessa fase, mantenha o hábito de ler ou contar histórias para trazer tranquilidade e segurança à criança ainda no ventre.
  • Após o nascimento, mantenha a leitura de forma prazerosa no cotidiano da criança. É por meio dela que será possível aguçar a curiosidade, provocar a descoberta de sons, cores e até mesmo de sabores. A Primeira Infância (até os 6 anos) será uma fase estratégica para a introdução de livros e gibis, que serão essenciais para assegurar o seu pleno desenvolvimento.
  • Dê ao bebê ou à criança a oportunidade de explorar o livro. Folhear as páginas é o primeiro passo para as grandes descobertas.
  • Ofereça livros que estão de acordo com a faixa etária da criança, ou seja, com histórias adequadas e que elas possam compreender.
  • Os responsáveis são os espelhos dos filhos. Frequentar bibliotecas ou livrarias faz com que elas vejam o universo da leitura como algo bom, gostoso, curioso e prazeroso.
  • A prática da leitura em casa se constrói de forma natural e efetiva. Assumir o papel de contador de histórias, por exemplo, potencializa a criação de um ambiente lúdico e de inúmeras vivências para a criança. As trocas afetivas desses momentos serão eternizadas na memória e farão a diferença na vida adulta. Por isso, interprete frases e histórias, dando vida aos personagens ao descrever as imagens que decoram as páginas. Deixe a imaginação fluir.
  • Abandone a ideia de uma atividade obrigatória. O que isso significa? Ler não pode ser visto como algo forçado ou chato, pois pode gerar o efeito contrário e afastar o interesse da criança. Seja criativo e parceiro nesse processo.
  • Esteja presente no momento da leitura, afinal, essa interação será preenchida por maior atenção, carinho e as melhores lembranças.
  • Compartilhe as suas lembranças de autores e de momentos de leitura que foram inspiradores em sua trajetória, principalmente na infância. Gere mais intimidade e curiosidade na relação com a criança, fazendo com que ela veja as maravilhas proporcionadas por esse hábito.
  • Busque ajudar a criança a desenvolver a entonação mais adequada para a leitura. Com essa medida, você contribui ainda mais para o seu desenvolvimento linguístico.
  • Ao desenvolver com a família o gosto pela leitura, a criança torna-se também mais participativa. Ela ainda aprende a se colocar no lugar do outro, compreende o que é empatia e tem uma imaginação mais fértil. Isso sem falar na facilidade de partilhar objetos, espaços e conhecimentos.
  • Outra maneira sensacional de fazer com que a criança tenha ainda mais interesse pela literatura é investir na criação de um clube da leitura que reúna todos os amigos. Entre em contato, por exemplo, com os pais de outras crianças do prédio, condomínio ou mesmo da escola para estimular uma troca periódica de obras. Dá até mesmo para combinar uma lista com variados títulos, já que, dessa forma, dá para evitar repetições.
  • Por outro lado, meninos e meninas que não foram familiarizados desde cedo com a leitura tendem a ser mais tímidos e apresentam dificuldades para se expor.

 

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O papel da escola para potencializar a formação de leitores

Se a leitura é desde cedo incentivada em casa, ela será ainda mais potencializada na rotina escolar. Vale dizer que o acesso aos livros, desde os primeiros anos de vida, ajuda na ampliação do vocabulário, desenvolve a atenção e abre as portas para um mundo de descobertas e possibilidades.

Ao começar o dia a dia na escola, a criança leitora já tem intimidade com as letras, formas e cores, além de identificar facilmente todas as riquezas oferecidas por um livro. Por essas e outras razões, terá também mais facilidade de lidar com a diversidade e a pluralidade cultural presentes na sala de aula.

Com certeza, o incentivo à leitura, no processo de formação de leitores, impacta positivamente no rendimento escolar, fazendo com que o estudante tenha mais segurança e aproveitamento em todas as atividades que realiza. Fora isso, o aluno adquire uma postura mais ética e reflexiva em tudo o que faz.

O grande desafio da escola, principalmente a partir do ensino fundamental, é cumprir com as diretrizes curriculares sem renunciar à leitura prazerosa. Diante do boom tecnológico, essa tarefa ficou ainda mais complexa, pois é preciso achar um ponto de equilíbrio entre o formato tradicional (livro físico, no caso) e o fascínio provocado pelas telas. Impedir o desinteresse pelos livros tornou-se a missão de todos os professores e dos responsáveis.

Entre outros diferenciais, a criança que adquire o hábito da leitura em casa sai na frente no processo de aprendizagem e produção do conhecimento. É uma prática encorajadora, ou seja, abre horizontes e propicia o sentimento de desbravar o mundo.

Dessa forma, a escola deve ser vista como uma rica fonte de complemento às atividades de leitura promovidas dentro de casa. Cabe aos professores incentivar e enriquecer as atividades pedagógicas para potencializar os conhecimentos multidisciplinares. Estrategicamente, é essencial propor atividades que tenham a literatura como pano de fundo.

Vale lembrar que os inúmeros estilos literários estão presentes desde as turmas dos anos iniciais do ensino fundamental, pois é nessa etapa que ocorre o desenvolvimento da prática da leitura e da escrita. É primordial optar por histórias que aguçarão a curiosidade da criança, ou seja, vale a pena buscar temas do seu interesse e compatíveis à sua realidade.

Por isso, as instituições de ensino precisam recorrer a soluções modernas para potencializar o ambiente escolar.

Ações de leitura que fazem a diferença na rotina escolar

  • É essencial que, além da biblioteca, que deve ser um espaço de fácil acesso e atraente, sejam organizados também outros ambientes que favoreçam a leitura na escola. Pode, por exemplo, existir um acervo disponível nas salas de aula e até mesmo pontos de troca de obras espalhados estrategicamente pela instituição.
  • Aposte em uma seleção bacana de obras, que considere a variedade de gêneros, a qualidade literária e os interesses dos alunos.
  • Potencialize o empréstimo de livros para alunos, professores, colaboradores e responsáveis;
  • A prática da leitura, independentemente da série, deve ser uma atividade regular, ou seja, precisa ocorrer de forma sistemática e planejada no dia a dia. É fundamental que seja uma modalidade organizativa do tempo didático. Quanto mais oportunidades de contato com os livros forem geradas, melhor!
  • É fundamental colocar em prática ações regulares de leitura que envolvam os diversos públicos da instituição (familiares ou responsáveis e a própria comunidade). Invista em feiras de livros e até em eventos (um café literário, por exemplo).
  • Criatividade sempre faz a diferença. Por que não investir em murais com dicas de leitura considerando os diferentes públicos da escola? Não se esqueça: a indicação literária é uma forma de compartilhar boas leituras.
  • Proporcione oportunidades para que os alunos possam sugerir um livro ou até mesmo criar versões e resenhas desse título. Esse estímulo favorece o compartilhamento de impressões e gostos, além de ser essencial para o desenvolvimento de inúmeras competências e habilidades.
  • Favorecer a construção de uma comunidade de leitores é papel essencial da escola. Por isso, é interessante planejar ações voltadas a todos os públicos.
  • A divulgação e a correta exposição dos acervos de obras são essenciais para fazer da leitura algo muito especial na escola. Invista em recursos como blogs, intranet, WhatsApp e outros canais para expandir essas possibilidades.
  • A formação continuada dos profissionais da educação ajuda a ampliar as possibilidades de atividades com a leitura. Essa ação é essencial para potencializar a experiência dos educadores como leitores, ou seja, vai facilitar a propagação dessa ideia no ambiente escolar.
  • Crie um calendário mensal, como um top 5, com autores e suas obras. A escolha pode mesclar escritores da atualidade e clássicos, de uma forma que gere engajamento com os diferentes perfis de público. Vale lembrar que grandes nomes da nossa literatura, como Jorge Amado, tem obras voltadas tanto para adultos como para crianças.
  • Utilize a tecnologia a seu favor: aproveite, por exemplo, as redes sociais e o YouTube para gerar conteúdos atraentes que estimulem a prática da leitura.

A leitura dá asas à imaginação

No desenvolvimento infantil, a fantasia e a imaginação são essenciais. Dessa forma, o contato com textos impressos e não literários, como histórias em quadrinhos, revistas infantojuvenis informativas, jornais e outros materiais, é mais que recomendado.

Criar um ambiente acolhedor e aconchegante para a leitura é essencial. A música, por exemplo, pode criar uma atmosfera inspiradora. É fundamental que as crianças possam viajar por meio da narrativa.

Uma boa história é sinônimo de alegria. Para que alcance o objetivo esperado, vale a pena investir em oportunidades pedagógicas que estimulem e despertem o prazer de ler. Adotando todas essas ideias, a prática da leitura será realidade no espaço escolar.

Com todas essas ideias, a escola e as famílias podem atuar, de forma bastante positiva, na formação de leitores. O estímulo e o exemplo farão a diferença nesse processo, por isso, o diálogo e o compartilhamento de experiências devem ser intensificados. A leitura transforma realidades e garante as respostas necessárias para os avanços que tanto almejamos para o planeta e para as relações interpessoais. Pense nisso com carinho e faça a sua parte!

Não se esqueça: o desenvolvimento e o aprimoramento da leitura estão entre as prioridades de todas as ações propostas pelo SAE Digital. Então, se a ideia é garantir as melhores soluções educacionais para implantar em sala de aula, conheça os nossos diferenciais. Aproveite e entre também em contato com um de nossos assessores para mais informações.

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