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Tecnologias aplicadas à educação: Conheça as vantagens e desafios

  • Victor Caglioni
  • 1 ano atrás
  • Atualizada em 25/06/2018
  • 5 min. de leitura
  •  
  • 1.827 visualizações

Todo aquele que trabalha com educação quase sempre se depara com afirmativas ou situações que questionam a utilidade das tecnologias aplicadas à educação. Se num primeiro momento existia, por parte dos docentes e administradores, um receio em aplicar a tecnologia no cotidiano escolar (embora essa resistência ainda persista em várias instituições), atualmente o grande desafio é entender como melhor aplicar a tecnologia no dia a dia educacional.

Como ponto de partida,  devemos ter claro que os processos do ensino com tecnologias atuais permitem ao aluno uma interação com a sociedade em que vive, a fim de criar significado em suas concepções de mundo. O apoio estrutural por parte de uma equipe docente é fundamental para seu êxito na escola, pois a tecnologia visa facilitar a aprendizagem.

Outra característica do bom uso das tecnologias aplicadas à educação é o fato de que elas possibilitam reduzir os possíveis impactos negativos provenientes de hábitos profissionais, familiares e/ou individuais equivocados, pois “obriga” o conjunto de atores sociais à abertura intelectual e didática. Quer saber mais sobre as tecnologias aplicadas na educação? Confira abaixo as vantagens desse uso e os desafios enfrentados pelas instituições. Vamos ler?

Quais são as vantagens da tecnologia?

Em geral, como afirmam Marchesi e Martín, são inúmeras as vantagens que se abrem ao fazermos uso de novas tecnologias aplicadas à educação, pois só podem gerar autênticas possibilidades de construção do conhecimento quando estivermos atentos aos seguintes fatores:

  • a tecnologia incentiva a criação dos contextos de aprendizagem que supõem a inauguração de novas possibilidades de informação e de comunicação;
  • facilita a aproximação da escola a entornos educativos fora do ambiente tradicional, como a família e amigos, incrementando a transferência de aprendizagens obtidas em contextos não formais;
  • simplifica a compreensão e o aprendizado de noções abstratas, pois permite representá-las figurativamente; 
  • possibilita interatividade entre os estudantes, que podem adentrar em experiências de aprendizagens que não se limitam a receber apenas novas informações, mas também permite entrar em contato com outros professores, podendo comprovar seus próprios avanços e dificuldades, criando e possibilitando novas estratégias para construção de seus conhecimentos. 

Se bem usados, os espaços virtuais em geral e de ensino virtual, podem resultar como excelentes meios para o processo de ensino–aprendizagem. Existem certas dúvidas sobre o que eles podem representar, como a extinção do magistério tradicional com o contato direto, a mediação virtual e a compensação das deficiências individuais, sociais e econômicas, além da possibilidade de acompanhar melhor as estruturas cognitivas de um aluno especificamente. Aqui, cabe destacar que o professor muda alguns aspectos de seu posicionamento no processo de ensino, mas não sua essencial importância.  

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Quais são os desafios enfrentados?  

Então, quais são os principais desafios das tecnologias aplicadas à educação para alunos adolescentes e adultos? O processo de aprendizagem de adolescentes e adultos se move dentro de uma coordenada relacionada ao sujeito, definida precisamente pela condição do “ser” adolescente ou adulto. Dessa condição, deriva, também, as dificuldades e obstáculos, especialmente pela dinâmica psíquica do urgente nos adolescentes e sobre demandas de avaliações, como ENEM e vestibulares, assim como a urgência do trabalho e do emprego nos adultos.

A aprendizagem do adolescente parece seguir um padrão de condições intrínsecas, como a necessidade sentida de formação e insatisfação por algum tema relacionado à sua aprovação e carreira. Essa perspectiva demonstra que há, ao fundo, uma aprendizagem que pretende criar certa interação entre os diferentes níveis de conhecimentos dos alunos, e por isso  permite que cada um possa ter fortalecida sua personalidade com o uso de tecnologias.

Por exemplo, por meio dela os alunos podem fomentar áreas do conhecimento que têm dificuldade e/ou compreender melhor conteúdos, devido à própria dinamicidade nos recursos tecnológicos. 

Então, vamos ver quais são os fatores que dificultam o trabalho de aprendizado e que exigem mais esforço por parte dos educadores? Confira abaixo a lista que preparamos com base no trabalho de Palladino, Wedemeyer e García Aretio!

  • A heterogeneidade de interesses, muitas vezes de idade, de ocupações, de motivações, de experiências e aspirações de potencial coletivo, especialmente nos adolescentes e suas interações sociais.
  • A marginalidade da atividade de aprendizagem, que resulta sempre em uma ocupação instável e tendenciosamente secundária frente à outras atividades e compromissos.
  • Cansaço e falta de tempo, isto é, uma baixa das energias vitais, gerada pelas situações acima.
  • Claridade e voluntariedade dos objetivos propostos; não deve esquecer que os adolescentes e jovens têm como base de aprendizado o convencimento e não a obrigação de aprender.
  • Um maior tempo para a aprendizagem, pela tendência a querer entender, relacionar e aplicar o estudado.
  • O desejo de visualizar resultados positivos para fazer sentido.
  • Um elevado grau de ansiedade perante a possibilidade de perda de tempo e fracasso.
  • Maior dificuldade emocional e cobrança diante de observações e críticas. 

Estas e outras características fazem com que as tecnologias aplicadas à educação possam ser uma boa aliada no desafio de aprendizagem com adolescentes e adultos, porém a tecnologia em si não supre a principal habilidade humana de percepção do contexto, de interação social e avaliação por meio do diálogo. Ela pode ser usada para fomentar todo o processo e deve ser feita criando significado.

O desafio está justamente em fazer com que o corpo docente torne as tecnologias aplicadas na educação uma ferramenta de criar significado na sua prática e, claro, se bem usada, tornar a dinâmica de aprendizagem cada dia mais intensa e desafiadora, sem substituir o elo que se cria entre os indivíduos, que almejam atingir objetivos de aprendizagem.

Quer saber quais obras usamos para fundamentar esse texto? Confira abaixo!

Bibliografia

CALLIGARIS, C. (2000). A adolescência. São Paulo: Publifolha.

MARCHESI, A; MARTÍN, E. (2004). Evaluación de la educación secundaria. Fotografía de una etapa polémica. Madrid: Editorial SM.

LOCH, M. (2009). Ensino a distância. Representações I. Tutoria na Educação a Distância. Centro Universitário Leonardo da Vinci. Indaial.

LOURO, G. L.(1999) Segredos e mentiras do currículo: Sexualidade e Gênero nas práticas escolares. A escola cidadã no Contexto da Globalização (Organização:Luis Heion da Silva).Petrópolis. Editora Vozes.

GONZALEZ, M. (2005). A arte da sedução pedagógica na tutoria em educação à distância. Ministério da Educação e Cultura: SEED, Proinfo. 

GARCIA ARIETO, L (2001). La educación a distancia: de la teoria a la practica. Barcelona. 

GARCIA ARIETO, L (1994). Educación a distancia hoy. UNED. Disponível: Https://www.researchgate.net/publication/235464167_Educacion_a_distancia_hoy

Agora, conte para a gente quais são os desafios enfrentados em sua escola no que se refere às tecnologias aplicadas à educação. Deixe seu comentário abaixo!

Quer saber mais sobre Tecnologia Educacional, por que utilizar e como implementar na sua instituição de ensino? Leia o nosso super post e saiba tudo sobre o assunto!

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