Resultado do Enem: quais portas se abrem?

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é uma das principais provas da Educação brasileira e, todos os anos, milhares de estudantes participam da avaliação em busca daquilo que o seu resultado possibilita.

O objetivo principal da prova é avaliar o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica, para que possam passar para a próxima etapa – o ingresso no Ensino Superior.

A última edição do Enem, referente ao ano de 2020, precisou ser adiada devido à pandemia da covid-19 e aconteceu no início deste ano de 2021, com a divulgação do resultado no dia 29 de março.

O resultado do Enem foi divulgado pela Internet e pode ser acessado por meio da Página do Participante, com a ajuda da assistente virtual do Inep, Nanda.

Questões Enem

O que fazer com o resultado do Enem?

O resultado do Enem pode ajudar os estudantes a ingressar na faculdade. A prova é utilizada como substituto do vestibular em algumas instituições e permite a participação em programas do governo para o acesso ao Ensino Superior e a bolsas de estudos em instituições privadas.

Os programas do governo para o acesso ao Ensino Superior por meio do Enem são:

  • Sistema de Seleção Unificada (SiSU);
  • Programa Universidade Para Todos (ProUni);
  • Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

A nota alcançada na prova do Enem é utilizada para concorrer a uma vaga em universidades e faculdades, pois revela tanto o desempenho do estudante quanto se ele tem o conhecimento necessário para o ingresso no ensino superior.

A média simples, que define a nota final alcançada na prova, é calculada com base na soma das notas das cinco provas de cada área do conhecimento e da redação, sendo depois dividida por cinco.

Já a média complexa depende do peso de cada questão e da área do conhecimento específico de cada curso. Assim, se você está concorrendo a uma vaga em um curso da área de exatas, por exemplo, as questões de matemática terão um peso maior.

Essa média é calculada com base na soma das cinco notas multiplicadas pelos respectivos pesos e dividida pela soma deles. Em ambos os casos, a redação não pode ser zerada, pois, independentemente do curso para o qual o estudante está concorrendo, ela é fundamental na composição da nota final.

De modo geral, a média que precisa ser alcançada para ter acesso a essas oportunidades é de no mínimo 450 pontos. A média nacional do Enem gira em torno de 500 pontos.

TRI: saiba tudo sobre a Teoria de Resposta ao Item usada para calcular a nota do Enem

Como usar o resultado do Enem para o Sisu?

O Sistema de Seleção Unificada (SisU) é um sistema informatizado do Ministério da Educação que oferece vagas em instituições públicas de Ensino Superior para os candidatos que participaram do Enem.

Ele seleciona estudantes segundo o resultado alcançado no Enem, ou seja, os candidatos com melhor classificação são selecionados de acordo com suas notas no exame.

O MEC realiza duas edições do Sisu por ano, entretanto, a edição do primeiro semestre oferece mais vagas do que a do segundo. Além disso, é importante ressaltar que, no segundo semestre do ano passado, o sistema passou a ofertar vagas em cursos a distância, sendo essa mais uma opção para os estudantes ingressarem no Ensino Superior.

Quem pode participar?

A inscrição no Sisu é destinada apenas aos alunos que participaram da última edição do Enem, mas, para isso, a nota da redação deve ter sido superior a zero e o estudante não pode ter participado na condição de treineiro.

Saiba mais:

Redação do Enem: Como os alunos são avaliados?

Enem — Como fazer uma redação nota 1.000?

Como funciona?

As vagas são distribuídas de acordo com a Lei de Cotas (Lei 12.711/2012) e com a política de ações afirmativas, ou seja, algumas instituições oferecem vagas reservadas e outras adotam bônus na nota do candidato.

A seleção também depende do número de vagas em cada curso, por modalidade e concorrência. Desse modo, o candidato pode escolher até duas opções de curso, mas, caso mude de ideia, é possível alterar suas opções durante as inscrições.

Existem critérios para alguns cursos, como pesos diferentes para cada área do conhecimento. Assim, um curso de física, por exemplo, pode dar mais peso à nota de Ciências da Natureza.

Também é possível estabelecer média e nota mínimas, ou seja, um curso de medicina pode exigir média mínima igual ou maior que 560 pontos e nota mínima em Ciências da Natureza igual ou maior a 400 pontos.

A nota de corte também é utilizada para a seleção. Por isso, é estabelecida a menor nota para concorrer a uma vaga na modalidade escolhida de um determinado curso, com base no número de vagas e no total de candidatos inscritos.

Mesmo que o estudante não tenha sido selecionado em nenhuma das opções que escolheu, ele pode participar da lista de espera para uma das duas opções e acompanhar as convocações de matrícula da instituição para a vaga escolhida.

Como se inscrever?

Para se inscrever, não é necessário o pagamento de taxas. Basta acessar a página do Sisu, clicar em “Fazer Inscrição” e depois se cadastrar no portal gov.br, pois essa conta garante a identificação de cada cidadão que acessa os serviços digitais do governo.

Após a confirmação da inscrição, é possível escolher as duas opções de curso e a modalidade, pesquisar as vagas e acompanhar o processo.

Leia também: Sisu: Tudo que você precisa saber

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Como usar o resultado do Enem para o Prouni?

O Programa Universidade Para Todos (Prouni) é um programa do Ministério da Educação que oferece bolsas de estudo, integrais e parciais, em instituições particulares de Ensino Superior.

Um dos critérios para a participação no programa é ter realizado o Enem, pois a nota é que irá permitir ao estudante que concorra a uma vaga. Para isso, ele deve obter no mínimo 450 pontos na média e nota superior a zero na redação.

Outro critério importante é a renda familiar, pois a bolsa de estudo é oferecida de acordo com a comprovação de renda bruta mensal por pessoa da família, que vai definir se a bolsa será integral ou parcial.

  • Bolsa integral (100%): para estudantes com renda bruta familiar de até 1,5 salário mínimo por pessoa;
  • Bolsa parcial (50%): para estudantes com renda bruta familiar de até 3 salários mínimos por pessoa.

Quem pode participar?

É destinado aos estudantes que ainda não possuem diploma de curso superior e que tenham participado do Enem. Além disso, o candidato deve ter cursado o Ensino Médio completo em escola pública ou ter sido bolsista integral em escola privada.

Podem participar estudantes que possuam alguma deficiência, não sendo necessário ter cursado todo ensino médio na rede pública ou na rede particular na condição de bolsista integral da própria escola.

Professores da rede pública de ensino, em pleno exercício da profissão, também podem concorrer a cursos de licenciatura e não precisam comprovar renda.

Como funciona?

O candidato pode escolher até duas opções entre instituições, cursos e turnos, de acordo com sua ordem de preferência e seu perfil socioeconômico. Essas opções podem ser alteradas, mas será válida somente a última confirmada.

A nota de corte de cada curso é disponibilizada pelo sistema para que o estudante possa acompanhar e alterar suas opções de acordo com essa nota até o encerramento das inscrições.

Há duas chamadas para a seleção, sendo a primeira uma pré-seleção, em que os estudantes são convocados pela instituição para comprovar as informações oferecidas na inscrição. Depois, eles passam para a segunda fase para a realização da matrícula.

Após essas duas chamadas, os candidatos que não foram selecionados podem participar da lista de espera exclusivamente para o curso correspondente à sua primeira opção.

Como se inscrever?

A inscrição é feita exclusivamente pela internet e sem o pagamento de taxas. O estudante precisa acessar a página do Prouni e ter uma conta na página do gov.br.

Nesse momento, é realizada a escolha das opções em ordem de preferência, até duas opções de instituição, de curso e de turno, de acordo com o seu perfil e as vagas disponíveis.

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Como usar o resultado do Enem para o Fies?

O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) é um programa do Ministério da Educação que concede financiamento em cursos superiores de instituições privadas vinculadas ao MEC.

Esse financiamento se baseia em uma escala que varia conforme a renda familiar do candidato, podendo ser integral ou parcial. Para quem possui menor renda, é possível financiar o curso com juros zero.

O pagamento das prestações é feito de acordo com o limite de renda familiar, fazendo com que os encargos a serem pagos diminuam consideravelmente.

Quem pode participar?

Todo estudante pode participar do programa, mesmo quem não estudou em rede pública durante a Educação Básica e quem já possui curso superior. Entretanto, precisa ter participado de qualquer edição do Enem e estar dentro da renda estabelecida pelo MEC. Além disso, o candidato também não pode ter dívidas anteriores com o Fies.

É possível que participantes do Prouni, que tenham bolsa parcial, financiem o restante do valor do curso por meio do programa.

Como funciona?

Para participar, os candidatos precisam comprovar renda familiar mensal de até 3 salários mínimos por pessoa e atingir média de 450 no Enem e 400 na redação.

Também funciona com base na nota de corte, ou seja, a menor nota para ficar entre os selecionados em um grupo de preferência, com base no número de vagas e no total de candidatos inscritos no mesmo grupo de preferência.

Caso o candidato não seja pré-selecionado, entrará para a lista de espera automaticamente e concorrerá a uma vaga não ocupada que voltou ao sistema.

Como se inscrever?

As inscrições podem ser feitas em fluxo contínuo, ou seja, permite ao estudante solicitar o financiamento em qualquer período do ano, de acordo com a sua necessidade.

Para se inscrever no processo seletivo do Fies, acesse o sistema de inscrição do Fies, clique em “Minha Inscrição” e, em seguida, em “Fazer Cadastro”. Será necessário ter uma conta no portal gov.br.

Depois disso, é só preencher todas as informações solicitadas e aguardar o processo seletivo.

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O resultado do Enem abre portas no exterior?

Além de possibilitar o ingresso no Ensino Superior em instituições brasileiras, o Enem permite concorrer a vagas em instituições no exterior, por meio da parceria do Ministério da Educação e do Inep com universidades e institutos de Portugal.

Os convênios do MEC com instituições portuguesas tiveram início em 2014, mas não contemplam transferências nem financiamentos, pois o país cobra uma taxa para os estudantes de graduação.

Cerca de 50 instituições portuguesas aceitam a nota do Enem como requisito para a seleção de candidatos brasileiros em seus cursos de graduação. As notas têm pesos diferentes para cada curso, mas a pontuação mínima deve ser 600.

Entre as instituições portuguesas que aceitam o resultado do Enem para concorrer a uma vaga estão a Universidade de Coimbra, a Universidade do Porto e a Universidade de Lisboa.

O único país que o Brasil tem uma parceria formal com instituições de Ensino Superior para estudantes brasileiros é Portugal, entretanto, é possível concorrer a vagas em outros países.

Para ter acesso a essas informações, pesquise e acompanhe o site da instituição que você tem interesse para saber como utilizar sua nota do Enem, pois cada país tem seu critério.

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