Redação do Enem: Como os alunos são avaliados?

Como os alunos são avaliados na redação do Enem? Como arrasar na construção de uma redação nota 1000.

Por Bianka de Andrade Silva, Gerente de Avaliação e Produtos Digitais do SAE Digital

 

A redação do Enem é um tema sensível para professores de Língua Portuguesa e alunos do Ensino Médio. Todos sabem o importante peso que ela tem na composição das notas que levam os estudantes a ingressar nos cursos e universidades do Sisu cujas notas de corte são as mais altas. Pensando nisso, reunimos informações importantes sobre o tema.

Questões Enem

Como estruturar sua redação do Enem?

Antes de tudo, é importante saber como é a estrutura dessa redação, que, como a maioria dos gêneros textuais, precisa apresentar introdução, desenvolvimento e conclusão, mas, aqui, de uma forma diferente: o Enem traz um tema e textos motivadores a partir dos quais os alunos devem apresentar uma tese – geralmente já na introdução e primeiro parágrafo – para, em seguida, elencar seus argumentos – ancorados em informações, fatos e opiniões – e, por fim, é preciso que se faça uma proposta de intervenção – na qual o aluno conclui propondo uma solução para o problema social em pauta.

Mas, pensando em estrutura, fica a pergunta: devo colocar título em minha redação do Enem? A recomendação é que não, pois trata-se de um elemento opcional que não é avaliado em nenhuma das cinco competências exigidas na prova. Ou seja, o título não agregará ao seu resultado.

Como os alunos são avaliados na redação do Enem? Veja dicas para arrasar na prova!

Como preparar uma redação do Enem nota 1000?

E, falando em resultado, como se chega até ele? Para compor os 1000 pontos máximos a que se pode chegar, os avaliadores contam com uma matriz dividida em cinco competência que valem 200 pontos cada e que contemplam seis níveis de aproveitamento, desde a nota 0, em que se revela desconhecimento ou não atendimento da competência, até 200, em que se revela excelente domínio da competência.

E quais competências são essas? A primeira refere-se ao uso da norma-padrão e se presta a avaliar as habilidades do aluno relativas à ortografia, acentuação, construção sintática e vocabulário. A competência 2 pressupõe se o estudante soube atender ao tema e ao tipo textual dissertativo-argumentativo previstos na proposta, isso significa, por exemplo, que o aluno que escrever uma narração não terá sua redação corrigida e ele será muito penalizado também caso tangencie o tema, ou seja, se, ao invés de falar da democratização do acesso ao cinema no Brasil, o aluno trate da cultura em geral, significa que ele não chegou especificamente ao tema, ficando somente em suas bordas.

Em seguida, a competência 3 tem em vista a capacidade argumentativa e o repertório sociocultural, que são as referências, visões de mundo e leituras do aluno. A quarta competência refere-se às habilidades do estudante de se utilizar de recursos linguísticos que tornam o seu texto mais coeso e articulado, nela deve-se demonstrar o uso do melhor e mais variado possível repertório de conjunções, pronomes, advérbios, antônimos e sinônimos para construir um texto sem repetições desnecessárias de palavras e articulado entre períodos e parágrafos. Finalmente, a competência 5 avalia a proposta de intervenção, através da qual o aluno deve levantar uma solução para o problema social em foco, indicando quem é o responsável por essa solução, como ela deve ser empreendida e quais os efeitos que causará.

Ademais, é importante saber que será atribuída nota zero nos casos de

  1. fuga do tema;
  2. redação com apenas sete linhas ou menos;
  3. cópias de textos da prova;
  4. uso de ofensas, impropérios ou desenhos e
  5. inserção de partes desconectadas do texto, como, por exemplo um bilhete para o presidente do Inep.

 

Como é o processo de correção da redação do Enem?

Por fim, para além da estrutura e da matriz de avaliação, cabe esclarecer como é o processo de correção da redação. No intuito de assegurar que a nota atribuída ao aluno seja justa, o texto passa por dois corretores e, caso não haja discrepância, a nota resulta da média aritmética de ambos. Já para os casos de discrepância, aciona-se um terceiro avaliador e a nota, nesse caso, resulta da média entre o valor atribuído por ele e o de maior proximidade entre a dupla da primeira correção. Caso ainda assim haja discrepância, a prova passa à correção de uma banca presencial composta por três professores.

Sabendo mais sobre a estrutura, as competências avaliadas e o procedimento de correção fica mais fácil preparar os alunos para arrasar na redação do Enem!

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