Orientações para as famílias – Como ajudar as crianças em casa na quarentena ?


A proliferação do novo Coronavírus obrigou muita gente a mudar completamente sua rotina, incluindo as crianças e seus familiares. Trazemos aqui as principais orientações para as famílias conduzirem em casa os estudos dos alunos da Educação Infantil, para que eles não tenham seu processo de aprendizado comprometido com o afastamento das escolas.

Para buscar essas melhores práticas, conversamos com a Luciana Spadaro, pedagoga e assessora pedagógica do SAE Digital, com mais de 10 anos de experiência em Educação Infantil e Ensino Fundamental (Anos Iniciais). Então, vamos agora mesmo conhecer essas dicas e sugestões de atividades para manter os pequenos ativos mesmo distantes das salas de aulas.

Orientações para as famílias – Como ajudar as crianças em casa na quarentena ?

Confira nossas orientações para as famílias:

1. Procure engajar as crianças

O cenário que estamos vivendo é desafiador para todo mundo. As crianças precisam se adaptar à nova rotina de estudos em um ambiente diferente do qual elas estavam acostumadas. A escola é o espaço onde elas podem interagir e brincar, e mudar isso drasticamente pode ocasionar um estranhamento.

Do outro lado, os professores precisam readequar os planos de aulas e as maneiras de fazer com que as atividades e conteúdos cheguem aos alunos da melhor maneira possível. E os familiares e responsáveis pelas crianças estão trabalhando em casa, então, as demandas somam-se e trazem a necessidade de diferentes pontos de atenção e esforço ao mesmo tempo.

Assim, o grande desafio para esse grupo é manter os pequenos estudantes engajados, dando continuidade ao seu aprendizado. Para amenizar esse obstáculo, as orientações para as famílias são de conhecer detalhes sobre o tempo de desenvolvimento da faixa etária do seu filho, compreender que ele tem o seu tempo de concentração e entender as novas metodologias de ensino.

A forma de aprender não é a mesma da nossa época, o ritmo é outro, e os conteúdos são apresentados de maneira integrada e interdisciplinar. É por isso que, ao pegar uma atividade passada pelo professor, muitas vezes você não encontrará apenas tarefas de matemática, por exemplo. Mais do que uma lista de contas, o exercício combina outras áreas do conhecimento para promover pensamento crítico e desenvolver outras habilidades, não só intelectuais, mas também socioemocionais e motoras.

Pensando neste período de aulas suspensas, publicamos uma matéria completa com dicas para estimular o engajamento dos alunos, que você confere .

2. Prepare um ambiente adequado e gostoso

Ao visitar a escola, muito provavelmente você irá se deparar com um ambiente repleto de painéis com produções das crianças, colagens e atividades. Saiba que todos esses elementos dentro das salas de aulas e corredores não são meramente decorativos.

O cartaz de altura colado na parede da sala, o cantinho de leitura e os numerais e alfabeto espalhados pelas paredes formam a ambientação, ou seja, proporcionar um ambiente pedagógico que permaneça estimulando o aprendizado constantemente.

Esse olhar também precisa ser aplicado em casa, na medida do possível. Sua sala de estar não precisa e nem deve ser transformada em uma sala de aula, mas é muito relevante criar um cantinho gostoso e adequado para a criança fazer as atividades sem distrações – melhor ainda se for distante do quarto, da TV ou dos locais que geralmente ela costuma brincar.

Outra dica bacana de orientações para as famílias é colocar as produções do seu filho de forma expositiva, colando-as nas paredes desse espaço preparado para os estudos. Assim, você dá uma função social às atividades dele, valorizando o que ele faz. É importante lembrar que a criança não faz nada para ficar “feio”, ela sempre está dando o seu melhor.

3. Crie uma rotina de atividades

Muitos familiares e responsáveis se questionam se é possível criar uma rotina de aprendizado para as crianças em casa. A resposta é: sim! A ideia é fazer com que o estudante realize as mesmas coisas todos os dias por volta do mesmo horário.

Isso inclusive serve como referencial para os pequenos, que muitas vezes ainda não aprenderam a ver as horas. Eles se orientam no seu dia a dia por da rotina que possuem. Na escola, é assim que eles sabem que está na hora de comer, do descanso da tarde ou se está chegando o momento de ir para casa. Por isso, as orientações para as famílias é de que é importante priorizar o período de estudo em casa no mesmo turno que a criança vai para a escola.

Essa questão é tão real que pequenos atrasos, coisa de 5 minutos, são percebidos pelas crianças – que começam a ficar irritadas ou sonolentas – quando, por exemplo, a próxima atividade prevista era o momento do cochilo ou a hora do lanche. Para que a criança não perca essa rotina, os professores podem e devem disponibilizar o quadro de rotinas adotados em sala.

Esse aparato, que pode ser um pequeno painel, traz o passo a passo do dia do aluno, incluindo acolhida, atividade de leitura, atividade do material didático, lanche, higienização, entre outros. Em casa, você pode construir o seu por meio de cartões com desenhos ilustrando cada atividade programada para aquele dia. E todo dia isso é revisto e repassado com a criança.

4. Faça avaliações com base na observação

Antes de levantar orientações para as famílias mais específicas, precisamos ressaltar o fato de que a avaliação da educação como um todo é mais delicada do que muitos imaginam. Não devemos simplesmente avaliar o aprendizado por meio de notas de 0 a 10, principalmente para estudantes de menor idade. Esse modelo já foi usado, mas há muito tempo não é mais adequado.

Quando falamos de Educação Infantil, temos um quesito avaliativo muito forte, que é a observação. A orientação para as famílias aqui é simples: observar atentamente cada passo dos seus filhos em casa. Isso dará ótimos insumos avaliativos.

Mas o que você deve avaliar? O propósito é observar uma relação de quantidade e qualidade. Para as crianças menores, não adianta mantê-las 50 minutos naquele cantinho que você preparou. Acredite, elas não ficarão. Se aguentarem 10 minutos, tudo bem. O mais valioso é que esse curto período seja produtivo.

E para conferir a produtividade dos estudantes da Educação Infantil, é fundamental atentar-se ao que foi proposto naquela atividade. Para saber quais são esses objetivos específicos, mantenha contato com os professores, pois eles possuem tudo muito bem mapeado. Se a criança atingiu o propósito da tarefa, está excelente!

Devemos salientar que os alunos com pouca idade necessitam de atividades concretas, ou seja, eles precisam colocar a “mão na massa”. Exemplo: se na aula está sendo explicado em vídeo como contar 3 moedas, procure aplicar isso concretamente na sequência. Peça para que ele conte 3 balas que estão em cima da mesa.

Além disso, não avalie a atividade na primeira execução, as orientações para as famílias são de que a criança precisa de constância e repetição. É assim que ela constrói o conhecimento e aprende coisas novas. Muitas atividades serão parecidas, e não tem problema. O importante é que ela vá evoluindo a cada repetição, e isso deve ser observado e valorizado.

Orientações para as famílias – Como ajudar as crianças em casa na quarentena ?

5. Não apague os erros

Uma preocupação muito comum e natural dos familiares e responsáveis de estudantes da Educação Infantil é no tocante ao letramento. Não se preocupe, pois é possível manter o aprendizado da escrita mesmo de casa, bastando seguir as atividades e orientações passadas pelos professores.

Ao perceber que seu filho está espelhando ou “comendo” alguma letra de palavras simples, como o próprio nome, não se preocupe. Não apague o que a criança errou, mas escreva em outra página com ela. Deixe que o estudante veja você escrevendo e vá lendo com ele o que está sendo escrito. Aos poucos, a criança irá perceber o que está faltando ou o que está “diferente”.

Isso faz parte do processo de construção da escrita, que acontece desde os primeiros anos de idade, mesmo parecendo que a produção não passe de meros rabiscos. Até a alfabetização, a criança percorre 5 fases de aprendizagem, que podem ser melhor entendidos. Confira está série de vídeos indicada. 🎥

Para quem quiser se aprofundar ainda mais no assunto, a dica de leitura é o livro “Psicogênese da Língua Escrita”, de Emilia Ferreiro e Ana Teberosky. No vídeo abaixo você pode conferir uma discussão dessa obra.

Por fim, caso esteja encontrando dificuldades para conduzir as atividades de letramento, mantenha a calma e procure ajuda dos professores, pois eles saberão auxiliar você nesse acompanhamento do aprendizado em casa.

6. Mantenha o foco e a dedicação

O momento é conturbado e preocupante, mas não devemos esmorecer nem desistir. As orientações para as famílias neste momento é que precisamos continuar tentando fazer o melhor com o que a gente tem em mãos hoje. É bem possível que algumas situações, comportamentos e interações mudem mesmo após superarmos essa pandemia.

E a educação é uma das áreas que está se ressignificando. A maneira de ensinar já não é a mesma há anos, pois sempre está em busca de novos conceitos, como o de aprendizagem significativa, o aluno como protagonista do seu aprendizado e o professor como um mediador desse processo.

Tudo isso não é exatamente novo, já que tem sido discutido e buscado aplicações nos últimos anos. Esse cenário, embora indesejado, pode acelerar e agilizar esses avanços tão necessários. Portanto, mantenhamos o foco e a dedicação, tudo isso irá passar em breve.

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Assista ao webinário completo

Para conferir muitas outras dicas de como lidar com os estudos dos seus filhos em casa e sugestões de atividades para mantê-los com o aprendizado em dia, não deixe de conferir o webinário completo com a Luciana Spadaro no nosso canal do YouTube. Clique aqui para assistir.

Aproveite e leia os demais materiais que preparamos com tudo o que você precisa saber para que seus filhos continuem aprendendo mesmo estando afastados da escola. Seguem as sugestões de leituras:

 

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