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Educação integral: tudo o que você precisa saber!

  • SAE Digital
  • 2 semanas atrás
  • Atualizada em 30/08/2019
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Nos últimos tempos a discussão acerca da educação integral ganhou espaço no meio educacional. Mas, afinal, você sabe qual é o seu significado?  Como ela se relaciona com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC)? Quais são os princípios e as vantagens?

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Educação integral X Educação em tempo integral

Antes de qualquer coisa, vamos tirar uma dúvida que muitas pessoas têm quando se deparam com o termo educação integral.  A confusão é, geralmente, com relação a educação em tempo integral. Será que os dois termos significam a mesma coisa? NÃO! Eles têm conceitos diferentes. 

A educação em tempo integral está associada ao tempo em que os alunos passam na escola, ou seja, nas instituições que oferecem esse tipo de ensino. Elas têm um currículo ampliado e aulas diferenciadas para o aluno que passa o dia inteiro na escola. 

Por outro lado, a educação integral tem um conceito bem diferente. Vamos ver qual é? 

  • Então, o que é…

A educação integral é a promoção do desenvolvimento integral do indivíduo em todas as suas dimensões, ou seja, o desenvolvimento intelectual, físico, emocional, social e cultural. 

Sendo assim, essa não é uma responsabilidade única da escola, mas sim uma responsabilidade coletiva, que envolve os estudantes, as famílias, os educadores e a comunidade local. 

Agora que você já entendeu o que é, vamos ver como ela se relaciona com a Base Nacional Comum Curricular. 

Como a educação integral aparece na BNCC? 

Como já vimos em outros posts, a sociedade atual “impõe um olhar inovador e inclusivo a questões centrais do processo educativo: o que aprender, para que aprender, como ensinar, como promover redes de aprendizagem colaborativa e como avaliar o aprendizado” (BNCC, 2018). 

Para isso, é necessário que os estudantes desenvolvam determinadas habilidades e competências para atuar, conforme explica a própria BNCC, “com discernimento, responsabilidade para resolver problemas, além de ter autonomia para tomar decisões, ser proativo para identificar os dados de uma situação e buscar soluções, conviver e aprender com as diferenças e as diversidades. ”

Você deve estar se perguntado como a educação integral se insere nesse contexto, não é mesmo? Bem, a BNCC afirma explicitamente seu compromisso com o tema ao reconhecer que a educação básica deve formar e desenvolver o estudante em toda a sua globalidade. 

Ou seja, rompendo com visões reducionistas que dão prioridade para apenas uma das dimensões – cognitiva ou afetiva, e assumindo uma 

“(…) visão plural, singular e integral da criança, do adolescente, do jovem e do adulto – considerando-os como sujeitos de aprendizagem – e promover uma educação voltada ao seu acolhimento, reconhecimento e desenvolvimento pleno, nas suas singularidades e diversidades. Além disso, a escola, como espaço de aprendizagem e de democracia inclusiva, deve se fortalecer na prática coercitiva de não discriminação, não preconceito e respeito às diferenças e diversidades” (BNCC). 

Dessa forma, o pacto da BNCC com a educação integral propõe a aplicação dos conhecimentos na vida real – uma forma de dar sentido ao que se aprende em sala de aula – bem como o protagonismo do aluno durante o processo de ensino-aprendizagem e na construção de seu projeto de vida! 

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Quais são os princípios da Educação Integral? 

O Centro de Referências em Educação Integral explica que a formação integral e global do estudante deve acontecer de acordo com alguns princípios: centralidade do estudante, aprendizagem permanente, perspectiva inclusiva e  gestão democrática. Vamos ver o que cada um deles significa? 

  1. Centralidade do Estudante 

O primeiro princípio é a centralidade do aluno, ou seja, como o próprio termo diz, o foco é no aluno. Com isso, todo projeto pedagógico deve ser construído e revisitado a partir das necessidades do aluno. 

Isso significa que a proposta deve ser personalizada e que tenha, de fato, a participação dos alunos nessa construção de um processo de ensino-aprendizagem global. 

1. Aprendizagem permanente 

Outro princípio é a aprendizagem permanente, o que pressupõe que todas as dimensões do processo de ensino-aprendizagem estejam inseridas no currículo. Dessa forma, as dimensões desenvolvidas não é somente a intelectual, mas também a social, emocional, física e cultural, compondo assim um desenvolvimento integral. 

Segundo o Centro de Referências em Educação Integral, “na Educação Integral os conteúdos acadêmicos se articulam aos saberes dos alunos e comunidades, dialogam com diferentes linguagens e compõem experiências formativas que envolvem e integram o conhecimento do corpo, das emoções, das relações e códigos socioculturais”. 

2. Perspectiva inclusiva 

A perspectiva inclusiva também está entre os princípios da educação integral. Portanto, as propostas pedagógicas devem respeitar todas as diferenças, como as deficiências, a origem étnica e racial, religiosa, entre outros. 

Dessa forma, é proposto que todos os espaços escolares sejam inclusivos e que, nesses locais, os estudantes tenham oportunidade de desenvolvimento em suas inúmeras dimensões.  

3. Gestão democrática

Outro pilar importante é a gestão democrática, que existe para garantir os interesses e necessidades de aprendizagem e desenvolvimento dos estudantes. 

Assim, a gestão democrática pressupõe que as decisões e o acompanhamento das atividades sejam realizados de forma coletiva com a comunidade escolar – alunos, pais e educadores.       

E aí, como esse conceito é trabalho em sua escola? Ficou com alguma dúvida sobre a educação integral? Deixe um comentário!

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