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Base comum x parte diversificada: Por que você deve saber a diferença

  • Fernanda Andreazzi
  • 1 ano atrás
  • Atualizada em 27/02/2018
  • 3 min. de leitura
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Você já sabe que a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é o documento que estipula um conjunto essencial de conhecimentos e habilidades comuns para todos os alunos da Educação Básica no Brasil. Agora… Você sabe o que é e para que serve a parte diversificada? Neste texto, apresentamos as diferenças entre a Base comum e a parte diversificada, para ninguém ficar com dúvidas sobre o assunto. Vamos ler?

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O que é a parte diversificada? De que forma ela difere da Base comum?

Enquanto a Base comum traz definições pertinentes a todos os estudantes e instituições de ensino do país, a parte diversificada pode trazer aos currículos das escolas conteúdos complementares, a serem definidos pelas próprias redes, instituições e sistemas de ensino. A parte diversificada complementa e enriquece a Base comum, respeitando características regionais e locais da sociedade. Isso não significa alterar aquilo que já está previsto no documento da BNCC, e sim inserir novos conteúdos integrados a ele, que estejam de acordo com as competências já estabelecidas.

Um exemplo é a iniciativa da Prefeitura da Cidade de São Paulo, que optou por inserir, já em 2018, aulas de programação e letramento digital nas grades das escolas do município. Esse tipo de conteúdo não está previsto na Base comum, mas alinha-se perfeitamente às competências e habilidades previstas, além de refletir uma necessidade das escolas da maior cidade brasileira.

Qual é o objetivo de ter uma parte diversificada no currículo?

O Brasil é um país extremamente diverso, com dimensões continentais. A parte diversificada serve para que os profissionais da educação tenham a oportunidade de adequar seus currículos e práticas à realidade de sua instituição de ensino e do local onde está inserida. Ela dá liberdade para que as Unidades Federativas, escolas e redes de ensino público e de ensino privado apresentem em suas grades temas de relevância social e cultural, contextualizados com a realidade dos seus alunos e da comunidade escolar como um todo. Em suma, o objetivo de ter uma parte diversificada nos currículos locais é buscar formas de suprir as carências e necessidades das escolas brasileiras, que experimentam os mais diferentes contextos.

A Base comum e a parte diversificada correspondem a que porcentagem dos currículos locais?

A Base comum deve ser contemplada em sua totalidade nos currículos estaduais, municipais e das instituições de ensino. A parte diversificada, por sua vez, pode corresponder a até 40% dos currículos locais. Dentro desta margem, cabe aos profissionais da educação a definição dos conteúdos que são relevantes para a realidade em que estão inseridos.

Base comum x parte diversificada: Por que você deve saber a diferença

Já sabe como anda o debate sobre a parte diversificada no seu estado, município e instituição de ensino? Sua escola já está se preparando para a chegada da BNCC? Não deixe de acompanhar esse processo em sua região!

Quer saber mais sobre a BNCC e sua implementação nas escolas? Leia o nosso super post  e saiba tudo sobre o assunto! 

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12 respostas para “Base comum x parte diversificada: Por que você deve saber a diferença”

  1. Zildete disse:

    Boa noite. Muito obrigada pela riqueza de informações que nos trazem, estou aprendendo muito com os temas e creio ser fundamental para a minha formação. Quem diz que filho de pobre não tem acesso a informação não conhece os vossos trabalhos. Obrigada!

  2. ivanildo jose da silva disse:

    esperamos q realmente essa proposta da bncc possa garantir os discentes do ensino fundamental e medio conhecimentos curriculares q lhes proporcionem uma preparacao eficientes para o mercado de trabalho e para a vida.

    • Fernanda Andreazzi disse:

      Olá, Ivanildo! Acreditamos que o engajamento dos profissionais da educação será fundamental para o sucesso da BNCC na formação integral dos estudantes. Agradecemos o seu comentário! Abraços! 😉

  3. Marcia disse:

    Qual a fonte para afirmar que a parte diversificada corresponde a até 40% dos currículos locais???

    • Fernanda Andreazzi disse:

      Olá, Marcia! Essa informação aparece de maneira mais explícita na alteração da redação do artigo 35-A, da Lei 9394/96, e na lei da reforma do Ensino Médio – Lei 13.445/2017, que afirma:
      “§5º – A carga horária destinada ao cumprimento da Base Nacional Comum Curricular não poderá ser inferior a 60% (sessenta por cento) do número total de horas do ensino médio.”
      Espero ter respondido à sua questão. Obrigada pelo comentário! Abraços 🙂

  4. Romero disse:

    É importante uma base nacional para educação. Mas, percebo que quando se fala da parte diversificada do currículo, para que garanta questões regionais, locais, falta se atentar a um detalhe importante. Hoje as escolas são bastante cobradas por maiores rendimentos em provas externas. A base garante que até 40% do currículo possa atender essas características. Mas as provas externas não terão esses características. E aí? O que aparenta é que escolas possam se distanciar ou dá menor importância a questões tão importante na construção identitárias dos estudantes com suas localidades.

    • Fernanda Andreazzi disse:

      Olá, Romero. Tudo bem?
      O seu comentário vai ao encontro de muitas preocupações e dúvidas levantadas com relação a BNCC. A preocupação em delimitar que o conjunto de aprendizagens definidas pela Base ocupe 60% dos currículos das instituições e sistemas de ensino é uma forma de buscar uma garantia para essa situação. Por um lado, delimita o quanto deve ser destinado aos conteúdos previstos pela Base; por outro, estabelece justamente a possibilidade e a obrigatoriedade dos currículos em contemplar aspectos diversificados, próprios das necessidades de cada instituição e região. As provas externas, aspecto histórico no cenário educacional Brasileiro, deverão também passar por adequações de acordo com os novos documentos, ainda que um processo mais longo e ainda impreciso. De toda forma, ao garantir os 40% para a parte diversificada, há uma exigência legal de que esses aspectos sejam observados por todas as escolas e instituições de ensino. Ou seja, ignorar essa divisão para focar apenar no que é cobrado hoje por provas, concursos e outros processos externos de avaliação, incorreria em contrariar a própria legislação vigente.
      Agradecemos as suas observações, pensar aspectos tão importantes como esses nos ajuda a refletir sobre a educação!

  5. Sandra Aparecida dos Santos disse:

    Muito bacana!!!! A informação é objetiva, clara e com competência!!!! Obrigada pela contribuição!!!!!

  6. Ivoneide Nascimento disse:

    Boa noite..
    Gostaria de saber se Língua Inglesa vai ficar na parte diversificada ou na parte comum?
    Parabéns pelo texto.

    • Fernanda Andreazzi disse:

      Olá, Ivoneide! Como vai? O componente de Língua Inglesa é obrigatório e faz parte da Base Comum a partir do 6º ano do Ensino Fundamental. No entanto, pode ser ofertado na Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino Fundamental como Parte Diversificada 🙂
      Obrigada por seu comentário!

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