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Prevenção ao suicídio – Dia Mundial da Saúde Mental

Hoje, mais do que nunca, pais e educadores têm voltado a atenção para temas como a depressão e o suicídio. Não é à toa; durante este ano de 2017, os assuntos já estiveram em pauta em mais de uma ocasião. Talvez você se lembre da série 13 reasons why, uma polêmica produção da Netflix que dramatizou a rotina escolar de uma estudante, buscando recontar os acontecimentos que culminaram em seu suicídio. Outro exemplo recente é o “jogo” da Baleia Azul, que ganhou evidência quase simultaneamente ao lançamento da série. Difundido entre crianças e adolescentes no Brasil e no mundo, o “jogo” propunha uma série de desafios envolvendo automutilação e incentivando o suicídio. Esses acontecimentos não fizeram mais que demonstrar a necessidade, até então ignorada, de falar sobre o assunto em casa e nas escolas ao redor do mundo.

Também neste ano, a depressão foi o tema do Dia Mundial da Saúde, com uma campanha que se encerra hoje (10/10), no Dia Mundial da Saúde Mental. O slogan da campanha, “Depressão: vamos conversar”, busca reunir um esforço coletivo para quebrar tabus em torno da depressão, esclarecendo, desmistificando e conscientizando a população sobre o assunto, estimulando a prevenção do suicídio a fim de reverter um cenário que já se mostra alarmante.

 

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Mais de 800 mil pessoas morrem por suicídio no mundo a cada ano. Isso corresponde a uma morte a cada 40 segundos. O número de vidas que se perdem a cada ano por suicídio supera o número de mortes por homicídios e guerras juntos.

Organização Mundial de Saúde (OMS)

Esta é a segunda principal causa de morte de jovens entre 15 e 29 anos, e, para cada suicídio concluído, há muito mais tentativas não consumadas. O maior problema é que a depressão ou o suicídio são males silenciosos. Seja por medo ou por desconhecimento, as pessoas não sabem como abordar o assunto, de modo que muitas vezes não conseguem enxergar os sinais que uma pessoa próxima com possíveis ideias suicidas pode apresentar. De acordo com a OMS, 90% dos casos de suicídio poderiam ser prevenidos, a começar pela identificação de fatores de risco.

Transtornos mentais como a depressão e a ansiedade, e também o comportamento suicida, deixam sinais que podem ser identificados pelo olhar atento de familiares e educadores. Transtornos de personalidade, mudanças súbitas de comportamento, uso de álcool e de outras substâncias tóxicas, e mesmo predisposição genética são alguns dos pontos de atenção. No papel de educador, é importante estar sempre em busca de informações para tratar o assunto de maneira transparente e, se for o caso, oferecer aos estudantes o suporte necessário. Mais que qualquer outra coisa, mostrar-se aberto ao diálogo e aconselhar o estudante na busca por tratamento adequado são ações que representam um grande passo na tentativa de reverter o cenário mundial.

Existem diversas iniciativas que oferecem suporte psicológico e atuam na prevenção do suicídio. Uma delas é o Setembro Amarelo, campanha promovida pelo Centro de Valorização da Vida, pelo Conselho Federal de Medicina e pela Associação Brasileira de Psiquiatria. A OMS também possui um manual para orientar professores e educadores na prevenção ao suicídio. Reunimos aqui um resumo das recomendações, mas você pode buscar o texto completo, bem como outros sites e informações nos links a seguir.

 

Resumo das recomendações do
Manual para professores e educadores de Prevenção ao Suicídio 

– identificar estudantes com transtornos de personalidade e oferecer apoio psicológico;
– criar vínculos próximos com os jovens conversando com eles e tentar compreendê-los e ajudá-los;
– aliviar estresse mental;
– ser observador e treinado para o reconhecimento precoce de comportamentos suicidas, seja através de comunicações verbais e/ou mudanças de comportamentos;
– ajudar alunos menos habilidosos com seus trabalhos escolares;
– observar alunos que “matam” aulas;
– desmistificar os transtornos mentais e ajudar a eliminar o abuso de álcool e drogas;
– encaminhar os estudantes para o tratamento de transtornos psiquiátricos, e abuso de álcool e drogas;
– restringir o acesso dos estudantes a métodos possíveis de suicídio – drogas tóxicas ou letais, pesticidas, armas de fogo e outras armas etc.;
– prover aos professores e outros profissionais da escola acesso a formas de aliviar seu estresse no trabalho.

 

Links úteis:

Prevenção ao suicídio – Manual para professores e educadores

Texto completo da Organização Mundial da Saúde voltado para a prevenção do suicídio no ambiente escolar. Link: http://apps.who.int/iris/bitstream/10665/66801/5/WHO_MNH_MBD_00.3_por.pdf

 

Centro de Valorização da Vida

Canal de apoio emocional e prevenção ao suicídio. Oferece atendimento gratuito pelo telefone 188 e disponibiliza de forma online materiais e notícias sobre o tema. Link: https://www.cvv.org.br/

 

Setembro Amarelo

Campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio. Acontece no Brasil desde 2015. Link: http://www.setembroamarelo.org.br/

 

Identificando fatores de risco para o suicídio

Matéria do Centro de Valorização da Vida sobre fatores de risco e métodos de prevenção ao suicídio. Link: https://www.cvv.org.br/blog/identificando-fatores-de-risco-para-o-suicidio/



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